DA LUZ À INCERTEZA.
Popularmente, diz-se que não se deve colocar a mão no fogo por ninguém. Eu, sempre contra a onda, escrevi, em tempos, um artigo no qual listava os desafios da gestão de expectativas nas novas ligações e parabenizava a EDM por tanto mérito e esforço. No entanto, admito hoje a minha irresponsabilidade para com as pessoas pertencentes a um grupo-alvo que, infelizmente, não alcancei.
A água, como sempre, direta ou indiretamente, trouxe à tona a verdade num dia inicialmente comum. Eram 22 horas de um dia de semana, um apagão. A princípio, considerei falta de atenção da minha parte por não verificar a quantidade de energia disponível. Pasmem quando percebo que se tratava de um corte parcialmente incomum: apenas no meu bloco e no prédio ao lado.
A história torna-se interessante e desagradável quando, em meio à instabilidade, ligo para todos os números de piquete possíveis e nenhum atende. E a questão é: qual a probabilidade de ligar para cinco números diferentes, por mais de três vezes, e nenhum deles atender?
Assim, a EDM, como tantos outros serviços, mostrou-se incapaz de cumprir a promessa de resolução de problemas técnicos, supostamente funcionando 24 horas através do piquete. E, assim, da luz caminhamos até à incerteza- como tantos cidadãos, do centro ao norte do país. E se por aqui, não se consegue ver a eficácia deste serviço, imaginemos o quão inacessível é nas zonas afetadas pelas recentes cheias.
Ah, caro leitor, escrevo este artigo da Rua da Agricultura, rua cujo início é identificado por uma agência da EDM. Portanto, a promessa de atendimento contínuo em momentos críticos pode continuar de enfeite no papel.
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